Os planos de Previdência Privada foram criados para quem deseja manter seu padrão de vida na aposentadoria ou programar a realização de projetos no futuro.
Hoje em dia com o horizonte nebuloso da previdência social, cada vez mais pessoas estão se conscientizando sobre a importância de poder contar com um Plano de Previdência Complementar bem estruturado e administrado por uma empresa experiente.
Entenda melhor como funcionam os planos e garanta hoje a construção de um futuro financeiro planejado.
PGBL X VGBL ?
Provavelmente você já ouviu falar em PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e talvez até possua um plano de previdência privada.
Mas você sabe exatamente como este tipo de investimento funciona?
A principal diferença é a tributação.
O PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do imposto de renda, pois permite deduzir até 12% da renda bruta tributável anual.
Ou seja, efetuando aporte de valores em um plano PGBL você terá incentivo fiscal, pagando menos imposto.
Entretanto, no resgate, a alíquota do IR incide sobre o valor total acumulado (valor investido e rendimentos)
Já o VGBL não é retido na fonte, não possui incentivo fiscal e é indicado para quem opta pela declaração simplificada do IR.
No resgate, a alíquota do IR incide apenas sobre os rendimentos, e não sobre o total acumulado.
Tabela regressiva ou progressiva?
Desde 2005 o governo brasileiro implantou duas formas de descontar o imposto de renda dos planos: pela tabela regressiva ou progressiva.
Na tabela progressiva, os descontos variam de 0% a 27,5%.
O que define o percentual aplicado será o montante que você tem a resgatar.
Já a tabela regressiva usa a lógica inversa, começa em 35% e, após dois anos, os percentuais caem até chegar a 10% para investimentos com mais de 10 anos.
Portanto, para quem pretende manter o investimento por mais tempo, esta é a melhor escolha.
É fundamental entender qual a melhor opção para você, pois, selecionada a opção de tabela, não é possível mudar.
Fundos de renda fixa ou variáveis?
A rentabilidade dos planos depende da composição dos fundos. Se você escolher fundo de renda fixa, o dinheiro vai rendar uma porcentagem igual todo mês, como funciona na poupança.
Já quando opta pelo fundo de renda variável, você concorda que a administradora do plano aplique parte do seu dinheiro em outros investimentos, como ações.
Em longo prazo, os ganhos em renda variável podem ser maiores do que os em renda fixa; porém, corre-se também o risco de ver a rentabilidade ruir caso os investimentos no mercado de ações tenham performance negativa.
Taxas de administração e carregamento
Na previdência privada existe normalmente a cobrança de duas taxas:
A taxa de administração que sempre será cobrada no fundo de previdência complementar e a taxa de carregamento que em alguns casos pode, inclusive, não ser cobrada.
A taxa de carregamento é cobrada para arcar com despesas administrativas e de controle do plano, sendo essa destinada à seguradora ou ao banco que faz a gestão dos planos.
A cobrança é feita no momento da contribuição (entrada) no plano VGBL ou PGBL, e incide somente sobre o valor da aplicação.
Evite contratar planos que cobram taxas de carregamento, pois além de reduzir o valor investido em cada aporte ou parcela a rentabilidade também será diretamente afetada.
A taxa de administração é expressa ao ano e o cálculo e a provisão são feitos diariamente com base no patrimônio do fundo e a sua cobrança é realizada mensalmente.
É definida de acordo com o perfil do fundo e o volume da aplicação: quanto maior o risco e o objetivo de retorno do fundo, maior é a taxa de administração.
Confira seu plano de Previdência Privada e verifique se ele esta devidamente formulado e apto a realizar seus projetos de aposentadoria no futuro !